WESAK

 

O Wesak é a comemoração do nascimento, iluminação (nirvana) e transição (paranirvana) de Gautama Buda. Esta festividade é celebrada na primeira lua cheia do signo de Touro. Esta é a segunda data mais importante do calendário litúrgico da Igreja Universal e Triunfante depois do nascimento de Cristo.

Durante este festival o Senhor Gautama, derrama de seu corpo causal bênçãos sobre a humanidade e irradia a paz a todos os cantos da terra. Ele é amplamente realizado em todo o oriente, especialmente num vale do Himalaia onde centenas de chelas e peregrinos se reúnem para receber as bênçãos do Senhor do Mundo e comungar com a luz dos Budas. Neste dia, também recebemos a irradiação do Ceptro do Poder do Senhor Maitreya que o utiliza durante a cerimónia.

Leadbeater dá-nos mais detalhes no seu livro Os Mestres e a Senda:

 

“Foi-nos dito que o Ceptro do Poder é um sinal físico da concentração e atenção do Logos... Ele comumente está ao cuidado do Senhor do Mundo, em Shamballa, e tão-só o emprestam ao Senhor Maitreya por ocasião do festival de plenilúnio de Wesak. É um cilindro de metal desconhecido dos químicos terrenos, chamado oricalco, de uns sessenta centímetros de comprimento por cinco de diâmetro, tendo engastado em cada extremidade um grosso diamante talhado em forma de esfera projetada em ponta cônica, e sempre parece rodeado de uma aura de brilhante e transparente chama.  É de se notar que durante a cerimónia unicamente o Senhor Maitreya  o toca e maneja.”

 

Qualquer um pode participar desta cerimónia, tanto fisicamente como no seu corpo sutil. Todos os que celebrarem o Wesak, seja em que lugar for, também receberão a mesma irradiação que é transmitida deste vale no Himalaia pela fraternidade.

 

GAUTAMA BUDA

 

Gautama terá nascido na Índia há cerca de dois mil e quinhentos anos (entre 520 e 480 a. C.), embora alguns eruditos situem esse acontecimento em tempos mais recuados. Pertencia a uma família real da tribo dos Shakya. A sua vinda foi anunciada à sua mãe, a rainha Maya, através de sonhos auspiciosos e, após o seu nascimento, o asceta Devala veio saudá-lo e nele reconheceu os sinais do futuro Buda.

Para o prender à vida mundana, o pai de Siddharta Gautama proporcionava-lhe uma vida de luxo e de alegria, protegendo-o da visão da infelicidade humana. O encontro inesperado com a dor, sob a forma da doença, da velhice e da morte, iria, contudo, conduzi-lo a uma intensa procura espiritual, abandonando família, mulher e filho.

Esta procura levou-o aos rigorosos jejuns e a sofrimentos físicos. Todavia, ao constatar que toda essa mortificação não lhe trazia nenhuma resposta e que, pelo contrário, a debilidade física em que se encontrava o impediria de prosseguir, compreendeu que o verdadeiro caminho se encontrava algures no meio-termo, entre uma vida de austeridade extrema e uma busca contínua de prazeres. Siddharta atingiu a Iluminação sentado em meditação debaixo de uma figueira, em silêncio, durante quarenta e nove dias.

Pronunciou o ensinamento que "pôs em movimento a roda do Dharma" (a Lei) diante dos primeiros cinco discípulos, no parque das Corças, em Sarnath. Nesse discurso, proferiu o princípio das Quatro Nobres Verdades: a verdade da natureza do sofrimento, a verdade da origem do sofrimento, a verdade do cessar do sofrimento e a verdade do caminho que conduz ao cessar do sofrimento. De acordo com esta conceção, a infelicidade não surge como um fenómeno isolado, fruto do acaso ou do azar, integra-se sim, num sistema de causa-efeito. Para quebrar a cadeia infinda de atos negativos que geram infelicidade e originam ainda mais atos negativos, é necessário dissipar os véus da ignorância, que obscurecem a visão da natureza última da realidade.

 

SOBRE A VERDADE

 

"A busca da Verdade é verdadeira bhakti (devoção). É a senda que conduz a Deus, e, portanto, não existe nela lugar para a covardia, não existe lugar para a derrota. Ela é o talismã do qual a própria morte se transforma na entrada para a vida eterna."

MAHATMA GANDHI

 

Do livro Mensagens de Buda:

 

"A verdade é a sétima perfeição da Lei. É o fluxo cristalino da corrente da consciência iluminada. A verdade é liberdade. Ela liberta as almas da desgraça dos erros que elas muitas vezes comentem involuntáriamente.

Se amais a verdade, deveis estar dispostos a desafiar a irrealidade. Cultivai o discernimento, e logo vos apercebereis claramente do que é e do que não é verdade. Para ser um pilar da verdade aqui e agora, colocai-vos no nexo do espírito e da matéria e iniciai um processo de auto-reflexão. Observais o funcionamento das vossas mentes e do vosso comportamento e admiti a correção e a incorreção de cada pensamento, de cada palavra e ato. (...).

A verdade é a perfeição do EU SOU O QUE EU SOU. É a compaixão sem limites dos bodhisattvas do Coração de Diamante. A verdade é a comperensão de uma alma penetrante que se esforça para alcançar a união com o Absoluto. (...).

Digo-vos: Acautelai-vos! Acautelai-vos com o ego auto-enganador qu evos bombardeia com a sua irrealidade, pois deseja fazer-vos acreditar que as suas ilusões vêm de Deus. (...).

Examinai as declarações que fazeis. Escutai as vossas palavras. Eliminai os exageros, a imaginaçãos, as conversas vãs e orgulhosas, calculadas para impressionar os outros. Tende cuidado quando contais pecados para provocar uma reação nos outros discípulos. Em vez disso, resolvei-os com misericórdia e perdão entre o círculo compreensivo dos amigos. (...).

 

Eu estou na chama da Realidade testemunhando a verdade das Eras."

            EU SOU

           Gautama

               de Shambhala